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Implicações da vida humana na filosofia política de H. Arendt e G. Agamben

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Autor Cruz, Daniel Nery da;
Lattes do autor http://lattes.cnpq.br/9404914268269732;
Orientador Ruiz, Castor Mari Martín Bartolomé;
Lattes do orientador http://lattes.cnpq.br/3700477816262221;
Instituição Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
Sigla da instituição Unisinos;
País da instituição Brasil;
Instituto/Departamento Escola de Humanidades;
Idioma pt_BR;
Título Implicações da vida humana na filosofia política de H. Arendt e G. Agamben;
Resumo O problema discutido nesta tese é a centralidade da vida e sua ligação com a política no pensamento de Agamben e Arendt. Agamben percebeu que Hannah Arendt não deu continuidade às suas pesquisas sobre a política, deixando uma lacuna, pois não fez a ligação entre a vida e o campo, ou seja, não estabeleceu vínculo entre a zoé e o espaço da exceção soberana. Por este viés, é possível indagar até que ponto a filosofia política de Agamben é influenciada e encontra sua fonte nas ideias políticas de Hannah Arendt. Com base nisso, analisamos a vida como problema sob o aspecto puramente biológico e suas implicações políticas. Consideramos que Agamben esboça o conceito de vida nua não como as formulações de Foucault, que trabalha a vida numa visão unificada, mas buscando inspiração, assim como Arendt, na filosofia grega antiga, que não tem uma única definição de vida, já que a vida é apresentada como zoé (vida natural), bios (vida política) e bios theoretikos (vida contemplativa). O tema deste projeto é, então, a questão da vida no pensamento político de Agamben e sua interpretação das reflexões de Arendt, relacionando-a com as noções de economia e de política. Dentro desta análise, verificamos ainda o vínculo existente entre animal laborans, desenvolvido pela teoria arendtiana, e o homo sacer, no pensamento agambeniano. É esclarecido ainda como cada autor investiga e desenvolve o conceito de sociedade e seu nexo com a noção de oikonomia. A hipótese central é que, a partir da análise dessas implicações, encontramos, nos dois autores, a possibilidade de uma política não mais atrelada aos dispositivos de captura da vida pela oikonomia, mas relacionada à potência da vida como uma categoria filosófica, de modo a criar uma ação que vai além das previsibilidades, pautada na autonomia (Arendt) e na potência do não (Agamben), construindo o horizonte da política que vem.;
Abstract The problem discussed in this thesis is the centrality of life and its connection with politics in Agamben and Arendt thinking. Agamben realized that Hannah Arendt did not continue his research on politics, creating a gap, since she did not make the connection between life and the field, in other words, she did not establish a bond between zoé and the space of the sovereign exception. From this point of view, it is possible to investigate how much political philosophy of Agamben is influenced and finds conection in the political ideas of Hannah Arendt. Based on this, we analyze life as a purely biological problem and its political implications. It is considered that Agamben presents the concept of nude life not like Foucault’s formulations, who understands life in a unified vision, but seeking inspiration, as well as Arendt, in ancient Greek philosophy, that does not have a single definition of life, since life is presented as zoé (natural life), bios (political life) and bios theoretikos (contemplative life). Then, the theme of this project is the issue of life in Agamben's political thinking and his interpretation of Arendt's reflections, relating it to economic and political notions. During this analysis, we also verify the link between animal laborans, developed by the Arendtian theory, and homo sacer, in Agambenian thought. Besides, it is clarified how each author investigates and develops the concept of society and its nexus with the notion of oikonomia. From the analysis of these implications, the central hypothesis, in both authors, is that the possibility of a policy no longer linked to the devices of capture of life by oikonomia, but related to the potency of life as a philosophical category, in order to create an action that goes beyond predictability, based on autonomy (Arendt) and the potency of non (Agamben), building the horizon of politics which comes.;
Palavras-chave Agamben; Arendt; Biopolítica; Vida; Agamben; Arendt; biopolitics; Life;
Área(s) do conhecimento ACCNPQ::Ciências Humanas::Filosofia;
Tipo Tese;
Data de defesa 2018-12-03;
Agência de fomento CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Direitos de acesso openAccess;
URI http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/7654;
Programa Programa de Pós-Graduação em Filosofia;


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