Inclusão e desigualdades escolares em estatísticas educacionais pós-Constituição Federal de 1988

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Resumo

O objetivo central da Tese é analisar como se articulam inclusão e desigualdades escolares em estatísticas educacionais no período pós Constituição Federal de 1988. A materialidade analisada compreende estatísticas educacionais agrupadas em gráficos, figuras e tabelas produzidos e/ou divulgados por órgãos nacionais e internacionais no campo das políticas educacionais. O foco analítico direciona-se aos indicadores de acesso, permanência e desempenho nas trajetórias pela Educação Básica. O período analisado toma como marco normativo a Constituição Federal (CF) de 1988 e a garantia da educação como direito social. O objeto de estudo compreende uma articulação temática entre inclusão, aprendizagem e desigualdades escolares desde o campo educacional, pedagógico e da sociologia da educação. Para tal, estabelece a articulação como principal operador metodológico. À luz das desigualdades escolares, conclui-se que elas diminuem no que concerne ao acesso. Entretanto, permanência e desempenho evidenciam que as desigualdades se mantem e se intensificam pelas trajetórias na Educação Básica. Considerando variáveis como raça/etnia, renda e localização, identificam-se, no mínimo, três mecanismos que exemplificam trajetórias não exitosas na Educação Básica: in/exclusões, expulsões e permanências precárias. Conclui-se que, se outrora a escola era espaço para poucos, na escola democratizada a seleção é endógena e intrínseca aos processos de inclusão. A inclusão na relação com as desigualdades escolares opera desde a manutenção de um equilíbrio instável entre grupos e condições marcados por múltiplas desigualdades: longe de atingir uma condição de igualdade, as desigualdades se distanciam — ora mais, ora menos — do que poderia ser considerado um marco de equilíbrio, metaforicamente compreendido como uma condição de igualdade.