Exílio e literatura: a manifestação da diáspora na obra ‘No pasó nada’, de Antonio Skármeta
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O presente trabalho busca estabelecer relações entre a diáspora, o exílio e a literatura, no contexto dos regimes militares ocorridos na região do Cone Sul, entre os anos 1960 a 1980, analisando como o conceito de diáspora se manifesta no romance ‘No pasó nada’, escrito pelo autor chileno, Antonio Skármeta durante seu exílio. Uma vez que há um grande número de obras escritas nessa situação de expatriação forçada e partindo da hipótese de que existe uma tradição literária do exílio, em especial da América Latina, questiona-se qual é o impacto que esses tempos nebulosos deixaram nas produções literárias e como a diáspora é representada nessas obras. Para tanto, o estudo parte de uma pesquisa bibliográfica das visões de diáspora, do conceito de exílio e sua manifestação na América Latina, para, posteriormente, realizar uma análise qualitativa focando no espaço e nas personagens de uma obra representativa da época: „No pasó nada‟, de Antonio Skármeta. Através da análise do espaço e das personagens do romance, constatou-se que obra manifesta diferentes abordagens do conceito de diáspora gerado, principalmente, pela diferença de geração que há entre pais e filhos sobre a visão de pertencimento quando se está longe de casa.
