Da existência fáctica do ser cristão à noção de cuidado: um estudo sobre o jovem Heidegger

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

O intuito do presente trabalho é investigar as motivações do filósofo Martin Heidegger para formular sua ontologia fundamental, entre os anos de 1920 e 1930, quando o jovem pensador dedicou-se aos escritos acerca da vida fáctica dos primeiros cristãos, iniciando seu projeto fenomenológico hermenêutico que culminou na publicação de sua ovacionada obra Ser e Tempo. Heidegger percebeu no cristianismo primitivo algo que perpassava a questão dogmática, trazendo consigo a relação entre facticidade e cuidado que fazia com que o cristão sofresse uma transformação em seu modo de ser. Essa transformação resultaria no que Heidegger chamou de “vida autêntica. Este caminho traçado por Heidegger a partir do estudo da fenomenologia da vida religiosa resultou em uma reformulação da metafísica tradicional levando a temática do ser para uma nova abordagem, onde a existência deixa de ser transcendental e passa a ser hermenêutica.