O processo grupal da eficácia: uma compreensão sistêmicocomplexa sobre a eficácia de equipes

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Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Gestão e Negócios

Programa

Programa de Pós-Graduação em Gestão e Negócios

Agência de fomento

GVDASA Sistemas
Resumo

Este estudo objetiva compreender como é concebida a eficácia no processo grupal das equipes de trabalho, uma em cada empresa, mas com atuação interdependente na execução de um projeto de desenvolvimento de software. Pretendeu-se identificar os fatores determinantes de eficácia adotados e a importância aos mesmos atribuídos, ao longo do tempo, por líderes e liderados, analisando-os a partir de uma compreensão sistêmicocomplexa. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa exploratória longitudinal, tendo como estratégia a coleta de dados qualitativos e quantitativos nas fases inicial, de execução e final do projeto de estudo. Os dados qualitativos foram coletados com entrevistas em profundidade e tratados pela análise textual discursiva. Os dados quantitativos foram coletados através de questionário fechado e tratados pela Análise de Conteúdo. Constatou-se que líderes e liderados concebem a eficácia a partir das suas atribuições, expectativas sobre o trabalho e variáveis do contexto caracterizando, uma compreensão subjetiva, contingente e temporal sobre o que é ser eficaz. Percebemos que a eficácia intraequipes influencia e é influenciada pelas ações e inter-retroações com o contexto e é interdependente de variáveis que extrapolam suas fronteiras, mas que interferem no seu processo grupal tais como: a missão e o objetivo do projeto, a organização e os recursos de trabalho, a qualidade das relações interpessoais na comunicação e cooperação entre os membros, assim como na interdependência entre as tarefas e os resultados interequipes. Portanto, uma equipe não poderá ser eficaz, por si só, quando imersa em uma rede de interações, pois a eficácia interequipes requer uma visão hologramática sobre o todo e abertura para os movimentos recursivos entre as equipes/empresas envolvidas. Nesse caso, as estratégias de autoprodução e auto-ecoorganização altamente eficazes intraequipes, precisariam perpassar a rede de interações interequipes, assim como as concepções e os fatores determinantes da eficácia precisariam extrapolar as fronteiras grupais e se estender para sua rede de relações.