Mapas estratégicos de ti no poder legislativo estadual: um estudo de caso na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande Do Sul
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Em um cenário econômico globalizado e altamente competitivo, a TI tem se destacado como poderosa arma na busca por diferenciais competitivos. Essa situação tem impulsionado progressivamente os investimentos em TI ao ponto de representarem uma parcela cada vez mais significativa dos orçamentos das organizações. À medida que esses investimentos crescem, aumentam proporcionalmente as cobranças de retorno. Esse retorno está diretamente vinculado ao grau de alinhamento desses investimentos e ações de TI à estratégia da organização. Como afirmam Kaplan e Norton (2004), o sucesso desse investimento pode ser medido pela extensão em que o capital da informação respalda a estratégia da organização. Embora a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, como instituição pública não esteja sujeita às pressões competitivas do mercado privado, está sujeita a pressões que vêm de outras fontes: de um lado a constituição federal e os órgãos de controle exigindo eficiência, de outro a imprensa e os cidadãos cobrando cada vez mais resultados significativos da pesada carga tributária que financiam os cofres públicos. Nesse caminho, esse trabalho se propôs a avaliar e sugerir um modelo de Mapa Estratégico de TI que auxiliasse de forma prática o Departamento de Tecnologia da Informação da Assembleia Legislativa a alinhar suas ações, projetos e investimentos à estratégia de negócios da instituição. Para compreensão do objeto analisado esse estudo valeu-se de critérios qualitativos, recorrendo ao método de estudo de caso único através da pesquisa documental e de campo, implementada através de entrevistas realizadas principalmente com os diretores de departamentos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, capturando as suas expectativas em relação à TI. Como conclusão, esse estudo chegou a um modelo que respeita as peculiaridades da instituição e atende aos seus macroprocessos-chave. O modelo foi validado parcialmente através de uma simulação de uso e apresenta grande potencial como ferramenta prática de alinhamento estratégico para o Departamento de Tecnologia da Informação.
