Abstract:
Esta dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
da UNISINOS teve como objetivo investigar a prevalência e os fatores associados
ao risco de quedas em idosos comunitários de São Leopoldo. Trata-se de um estudo
observacional analítico transversal, com amostra composta por 136 idosos
vinculados à Rede de Atenção à Saúde do município. O risco de quedas foi avaliado
pelo teste Timed Up and Go (TUG), sendo classificado como moderado/alto em 11%
dos participantes. A análise bivariada identificou associações significativas entre
risco de quedas e medo de cair, histórico de quedas, força de preensão palmar
reduzida e pontuação elevada no SARC-F. Na regressão logística multivariada, o
pior desempenho no teste de sentar e levantar cinco vezes (TSL5X) e a menor
distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6) configuraram-se
como preditores independentes de risco aumentado. O diferencial desta pesquisa
reside na integração inédita de múltiplos indicadores funcionais, musculares e
clínicos em uma população idosa comunitária brasileira, demonstrando que
instrumentos de baixo custo, simples e aplicáveis no cotidiano da Atenção Primária
podem identificar precocemente idosos em situação de vulnerabilidade funcional. A
originalidade do estudo está em traduzir medidas de desempenho físico em
ferramentas de triagem objetivas e factíveis, oferecendo subsídios diretos para a
prática clínica, o planejamento de intervenções e o desenho de políticas públicas.
Como produtos, destacam-se a criação de um banco de dados epidemiológico e
funcional pioneiro no Sul do Brasil, a validação de preditores clínicos de risco, a
produção de artigo científico em submissão a periódico internacional e a formação
de novos pesquisadores integrados a redes colaborativas. Conclui-se que os
achados desta dissertação têm relevância prática imediata e potencial
transformador: ao propor preditores acessíveis, o estudo não apenas contribui para
a ciência, mas oferece soluções concretas para reduzir o risco de quedas, prevenir
incapacidades e promover um envelhecimento saudável, impactando positivamente
tanto a qualidade de vida da população idosa quanto a sustentabilidade dos
sistemas de saúde.